Maria, o endereço de Jesus

Pe. Frederick William Faber


A beleza de Jesus é inexaurível. Como a Visão de Deus no céu, ela é sempre diversa, embora sempre a mesma; sempre apreciada como um contentamento antigo e familiar, embora sempre surpreendente e estimulante por ser, na verdade, perpetuamente nova. Ele é sempre belo, belo em todo lugar, tanto na desfiguração da Paixão, quanto no esplendor da Ressurreição, tanto nos horrores da Flagelação, quanto nos indizíveis encantos de Belém. Mas acima de todas as coisas, Nosso Senhor é belo em Sua Mãe. Se O amamos, devemos amá-la. Devemos conhecê-la, para conhecê-Lo. Da mesma forma que não há verdadeira devoção à Sua Sagrada Humanidade, que não seja consciente de Sua Divindade, também não há amor adequado ao Filho que O separe de Sua Mãe, e a coloque de lado, como um mero instrumento, a quem Deus escolheu como se escolhesse uma coisa inanimada, sem consideração por sua santidade e idoneidade moral. Mas é nosso dever diário amar Jesus cada vez mais. Um ano acaba e outro começa; o antigo curso das festas se repete; as conhecidas divisões do ano cristão nos abarcam, deixam em nós a sua marca, e se sucedem. Múltiplos Natais, Semanas Santas, Pentecostes, e algo há em cada um deles que os fazem residir como datas em nossa mente! Passamos alguns deles sob certas circunstâncias, e outros, sob outras. Alguns, graças a Deus, se distinguem por excepcionais aberturas de coração em nossa vida interior, de tal forma a alterar ou intensificar nossa devoção e materialmente influenciar nossas secretas relações com Deus. (...) Todavia, quaisquer que tenham sido as alterações que essas festas trouxeram, elas sempre nos encontraram ocupados com uma única e mesma tarefa: estávamos tentando amar Jesus cada vez mais. E por meio de todas essas mudanças, e em toda a perseverança de nossa tarefa única, a experiência infalível nos tem dito que nunca avançamos mais rapidamente no amor do Filho do que quando viajamos com sua Mãe, e que o que construímos mais solidamente em Jesus, foi construído com Maria. Não há tempo perdido em Sua busca, se recorremos de imediato a Maria; pois Ele está sempre lá, sempre em casa. (...) Ela é o caminho mais curto a Ele. Ela tem o “grandioso acesso” a Ele.

Fonte: da obra “At the Foot of the Cross; or, The Sorrows of Mary”, do Pe. Frederick William Faber. Tradução: Antonio Emilio Angueth de Araujo
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