NOSSA HISTÓRIA

HISTÓRICO DA CONGREGAÇÃO MARIANA DA ANUNCIAÇÃO

PARÓQUIA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS - DIOCESE DE SANTOS



ORIGEM DAS CONGREGAÇÕES
<<<Em 1563, em Roma, o Padre Jean Leunis, SJ, professor no Colégio Romano, organiza entre os alunos uma associação que propõe a seus membros, uma vida cristã exemplar e fervorosa, trabalho apostólico no ensino do catecismo, visita a hospitais e prisões, e especial devoção à Virgem Maria, caracterizando-se por uma rigorosa seleção dos membros e cuidado na sua formação, iniciativa que passou a ser imitada e seguida em outros Colégios dos Jesuítas na Europa e na América, com o nome de CONGREGAÇÃO MARIANA, que, apesar da supressão da Companhia de Jesus em 1773, continuaram a existir e novamente confiadas aos Padres Jesuítas em 1824, cuja Ordem havia sido restaurada anos antes.

CONGREGAÇÕES MARIANAS NO BRASIL
• Em 1583, é fundada no Brasil, no Colégio dos Jesuítas da Bahia, pelo Beato Padre José de Anchieta, SJ, a primeira Congregação Mariana.
• No dia 31 de maio de 1870, é fundada no Colégio São Luís em Itú, estado de São Paulo a primeira Congregação Mariana no Brasil, depois da volta ao país em 1842, dos Padres Jesuítas, expulsos em 1759, pelo marquês de Pombal.
• Em 1909, começa no Rio de Janeiro a revista ESTRELA DO MAR, que desde 1911, passa a ser o órgão oficial das CCMM em todo o Brasil.
• Em 1924, é fundada em São Paulo, a primeira Federação Mariana com abrangência estadual.
• Em 1937, é fundada no Rio de Janeiro, a Confederação Nacional das CCMM do Brasil.
• Em 1970, por ocasião do 7º Encontro Nacional dos Dirigentes Marianos em Juiz de Fora, estado de Minas Gerais, as CCMM do Brasil se filiam à Federação Mundial das Comunidades de Vida Cristã – “CVX”, aceitando suas Normas e Princípios Gerais, resolvendo, porém, permanecer com o nome tradicional de CONGREGAÇÃO MARIANA, configurando-se, a partir de então, o declínio lendo e progressivo no número de Congregações Marianas e de Congregados (*).




O NOME
O nome CONGREGAÇÃO MARIANA é muito mais rico de significado do que se possa imaginar e define de modo claro, o que devemos e queremos ser. “Significa que somos uma ASSOCIAÇÃO DE LEIGOS”, e não um movimento religioso, constituído de cristãos que se reunem livremente, para viver e crescer na fé e na vida da graça, obedecendo a uma determinada REGRA DE VIDA, com uma espiritualidade bem definida. Além disso, procuram esses fiéis, de modo organizado, realizar seu trabalho apostólico em plena obediência e sintonia com a hierarquia, em espírito de união e plenamente sintonizado com as orientações da igreja: ‘Sentire cum Ecclesiae’.


O que une os Congregados entre si é sua definitiva CONSAGRAÇÃO a NOSSA SENHORA.
Ser Congregado, hoje, é ser livre de todo individualismo, todo espírito sectário ou qualquer ambição pessoal, na vida da Congregação.
É ter consciência de que cada um de nós é um Consagrado.


Nossa vida de Congregado Mariano não nos pertence mais, porque a oferecemos a Deus, com alegria, generosidade e gratidão, pelas mãos imaculadas da Virgem Maria, a quem nos consagramos.


Esta consciência de identidade própria da Congregação Mariana deve ser nossa força e a base de nosso crescimento interno e de serviço à Igreja.
Estreitando os laços de fraternidade, de colaboração e apoio a outras Associações e Movimentos tão próximos de nós na Igreja, poderemos participar através de um trabalho de conjunto com que o Espírito Santo, que cada dia enriquece a Santa Igreja, com a multiplicidade de seus dons e carismas.”




EM SANTOS
A devoção mariana em Santos através das Congregações Marianas teve início exatamente no dia 12 de março de 1916, quando o Padre José Visconti, SJ com um grupo de 12 jovens, após várias reuniões preliminares, com base nas regras comuns dos sodalícios marianos, sob a proteção maternal da Virgem Maria e de São Luiz Gonzaga, assumiram o compromisso de levarem vida de bons cristãos e, em conseqüência, edificarem o próximo.


Estava assim, fundada a Congregação Mariana de Santos, que mais tarde, devido ao crescimento do apostolado mariano em Santos, passou a designar-se Congregação Mariana da ANUNCIAÇÃO, título de sua patrona, Nossa Senhora da Anunciação, hoje sediada no Centro Comunitário da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus. De suas fileiras seguiram a vida religiosa na Companhia de Jesus, os saudosos Padre Edmundo Delgado, Irmão Luiz Machado Neto, que atuou em Roma, no Colégio Pio Brasileiro, como também, em período diferente, o Irmão Paschoal Maradei, SJ, que presidiu a diretoria da Congregação no ano de 1932, ingressando na Companhia de Jesus em 21/10/1936.

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A ESCOLA DA CONGREGAÇÃO MARIANA
A Escola Noturna Santo Inácio e a Congregação Mariana da Anunciação de Santos (CMA) surgiram em 1921 e sua história foi lembrada em uma revista editada especialmente pela escola em novembro de 1971, comemorativa do jubileu de ouro da instituição jesuíta (que naquela data foi declarada de Utilidade Pública, através de propositura do vereador Fernando Dias Oliva, na Câmara Municipal de Santos). Alguns dos textos, aliás, foram resgatados de outra publicação, editada 25 anos antes, no jubileu de prata festejado em 1946: 

A escola noturna e a congregação, em suas antigas instalações


No jubileu de prata, um relatório contava as primeiras estórias

 
Quando em 1946, a Escola Noturna Santo Inácio completou seu Jubileu de Prata, a diretoria da época apresentou um relatório dos primeiros 25 anos em forma de revista. Através dele, podemos tomar conhecimento do que foi [o] início da escola, as dificuldades encontradas, mas sempre superadas graças ao trabalho eficiente dos congregados e dos diretores da Congregação Mariana da Anunciação, contando também com o apoio do povo e do comércio em várias campanhas que foram lançadas.
Esse documento, que pertence ao arquivo da Escola, é quase único e acreditamos ser importante, principalmente para as novas gerações de congregados, a sua republicação quase na íntegra, dentro desta revista em que se comemora o Jubileu de Ouro.
 
Histórico
Ao se aproximar o jubileu de ouro de sua ordenação sacerdotal, manifestou o saudoso Cardeal D. Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti o desejo de que, dentre as comemorações projetadas, se incluísse a fundação de 50 escolas para pobres, considerando a premência do problema do analfabetismo no Brasil.
Acolheu o patriótico apelo o apostólico padre José Visconti SJ. [N.E.: SJ. = Superior Jesuíta], cuja passagem pela nossa cidade caracterizou-se por tantas obras de religião e ação social. Decidiu fundar uma escola noturna, para meninos pobres, condoído que se achava da situação de abandono em que viviam os menores. Secundou-o na sua iniciativa a Congregação Mariana de Santos, de que então era diretor, corporificando-se então a idéia.
Estava pois fundada modestamente a Escola Noturna Santo Inácio, cujas primeiras aulas funcionaram no prédio 370 da Rua da Constituição. Devido à exigüidade das instalações, mudou a Congregação sua sede para o prédio 327 da mesma rua, a fim de melhor poder acolher o número elevado de crianças que acorriam à matrícula.
Amparada sempre pela abnegação dos professores, pela simpatia das autoridades do ensino, pela imprensa e pelo auxílio de benfeitores dedicados, dentre os quais não podemos deixar de citar os nomes das saudosas sras. Izabel Santos, Lili Freire, do sr. Godofredo de Faria e sra., e do nosso benemérito comércio de Santos, lançou-se a diretoria no ano de 1929, numa campanha para a aquisição de um prédio próprio e conveniente, onde pudessem ser bem instalados os diversos departamentos da Congregação e, especialmente, a Escola Noturna, objeto de desvelo e preferência dos Congregados.
Asism, foi adquirido, por escritura pública, o prédio nº 45 da Rua 7 de Setembro, onde vêm funcionando ininterruptamente as quatro salas de aula da Escola.
 
Ensino e organização
O ensino ministrado aos alunos é inteiramente gratuito, recebendo eles não só as lições das diversas matérias, acompanhando o programa oficial, como também instrução cívico-religiosa que os habilite a serem cidadãos úteis à Pátria. De fato, nas diversas categorias de profissões, deparamos jovens e homens que passaram pelos bancos da Escola, e estamos certos, honram o seu nome e correspondem aos ensinamentos benfazejos que dela receberam.
São também dispensados aos alunos os cuidados do corpo pelo esporte, assistência médico-dentária. Por gentileza da Cia. City, os passes com abatimento são também fornecidos aos alunos. Todos os anos fazem a primeira comunhão em solenidade própria. Outras formas de assistência não lhes têm faltado, como roupas, medicamentos e até colocação em diversos misteres, conseguidas pela interferência dos congregados.
 
Estatística
Nos primeiros 20 anos de funcionamento, a freqüência média dos alunos atingiu a 140 anualmente. Damos a seguir o quadro do último quinqüênio: 1942, 126 alunos; 1943, 181; 1944, 181; 1945, 161; 1946, 171; total dos 5 anos, 820. Num período de 25 anos, passaram pelos bancos escolares 2.620 alunos, o que representa contribuição valiosa à campanha contra o analfabetismo em nosso País.
 
Corpo docente
Não podemos passar sem comentário o trabalho admirável dos professores e diretores que, durante os 25 anos, vêm emprestando o seu esforço e dedicação ao ensino.
Escolhidos entre os moços da Congregação, exercendo sua missão sem recompensa alguma, depois da luta diária pelo pão, sacrificando momentos de merecido repouso, cumprem eles sempre a obrigação sagrada de permanecer ao lado dos alunos, ministrando sua experiência e luzes, com olhos fitos em Deus e na Pátria.
Dever de gratidão também recordar a assistência bondosa e vigilante dos dedicados diretores que teve a Congregação, no período em exame: padres Visconti, Cantessoto, Danti, Doppler, Rocha, Armelin, Rosman e Alvarenga, coadjuvados pelos incansáveis padres Celestino, Monsaert (de saudosa memória), Drumond, e muitos outros cujos nomes nos escapam.
 
Autoridades religiosas
Todos os excelentíssimos bispos diocesanos sempre enalteceram a obra da Escola, favorecendo-a com as suas bênçãos. Dos reverendíssimos padres provinciais da Companhia de Jesus, recebeu a Escola as maiores atenções e encorajamento.
 
Poderes públicos
Bem souberam compreender as nossas autoridades o que representa de boa e humanitária a obra da Escola e não se recusaram a esse reconhecimento, concedendo-lhe suas subvenções que, embora não tanto quanto foram de se desejar, somam apreciável contribuição. Aufere a escola as seguintes subvenções:
da Prefeitura Municipal de Santos - Cr$ 3.800,00 anuais.
do Governo Federal - Cr$ 3.000,00 anuais.


Autoridades de ensino
Acha-se a Escola sob a fiscalização permanente da Delegacia do Ensino, a quem presta todas as informações adstritas ao seu movimento escolar. Não devemos nos furtar de esclarecer a colaboração amistosa de que têm dado os diversos inspetores escolares, devendo relembrar os nomes dos professores Primo Ferreira, Sílvio Julião, Zenon de Moura, Malaquias de Oliveira e Luiz Damasco Pena, além dos dedicados fiscais.
 

A turma de 1944

 Impressões antigas, mas atuais


 
Aindaa do relatório dos primeiros 25 anos da Escola Santo Inácio, consideramos oportuno registrar aqui algumas impressões de inspetores de ensino, professores e outras pessoas que, após visitar e verificar o trabaho desenvolvido na Escola, manifestaram seu entusiasmo pela obra dos congregados da CMA.
Em 5 de março de 1934, do sr. Malaquias de Oliveira Freitas, inspetor escolar: "Visitando mais de uma vez este estabelecimento de ensino levo a melhor das impressões. Não há palavras que possam bem traduzir o elogio que me vai pela alma, pela abnegação e devotamento dos distintos moços que aqui trabalham. Sacrificando horas de lazer, dedicam-se à educação moral e à instrução de quase uma centena de brasileiros que estariam condenados à ignorância se não fora o devotamento caridoso e patriótico dos moços da Congregação Mariana de Santos".
Em dezembro de 1934, do sr. Stockler de Lima, Inspetor da Instrução Municipal: "Na qualidade de representante do sr. prefeito municipal, visitei hoje a Escola Noturna Santo Inácio, assistindo aulas em todas as classes. De tudo que me foi dado ver e observar, levo as melhores impressões e deixo aqui consignados os meus louvores a esta casa de ensino, forte cooperadora na causa da alfabetização do nosso Brasil. Aos diretores, os meus aplausos e agradecimentos pelas gentilezas que recebi".
Em 30 de abril de 1941, do sr. Luiz Santos FIho, inspetor escolar: "Visitei hoje a Escola Noturna Santo Inácio, estabelecimento de ensino dedicado a proporcionar o ensino primário a alunos pobres, mantido pelos moços que formam a Congregação Mariana de Santos. Percorri as quatro classes em funcionamento, assistindo e dando aulas, e dessa visita colhi ótima impressão do trabalho realizado pelos dignos jovens marianos, trabalho este que reputo de elevado patriotismo. Estão matriculados 112 alunos e acham-se presentes 75".
Em 23 de outubro de 1942, do sr. Amadeu Damato, inspetor escolar: "Visitei hoje a Escola Noturna Santo Inácio. Encontrei-a funcionando com regularidade, possuindo um corpo de professores registrados numeroso. Os documentos acham-se em ordem, o mesmo dando-se com a escrituração escolar. Percorri as classes do 2º e 1º graus, tendo assistido e dado aula de leitura no 1º grau. Acham-se matriculados 97 alunos e estão presentes hoje apenas 43, devido ao tempo chuvoso. Encontrei afixado em quadro próprio o registro do estabelecimento. Observa-se no estabelecimento ótima ordem, asseio e disciplina. Ao seu diretor dei instruções sobre confecção de horário para cada uma das classes, discriminadamente".
Em 13 de setembro de 1928, do professor Olynto Orsini, presidente do Conselho Superior da União dos Moços Católicos e da Universidade de Minas Gerais: "Casa de Deus! Casa de Virtudes! Casa de instrução" São essas as palavras que afloram aos lábios dos católicos mineiros, ao entrarem na sede da Congregação Mariana de Santos. Deus abençoe os esforços desses abnegados semeadores do bem, que sacrificando interesses materiais e secnudários que o mundo oferece, sacrificando as horas de merecido repouso, se dedicam aos interesses imorredouros da alma, aos negócios puríssimos de Deus, transfundidos na alma de centenas de meninos, às luzes da religião e da ciência. Os embaixadores da União de Moços Católicos da Congregação Mariana de Minas trazem aos seus irmãos de Santos o seu amplexo fraternal e carinhoso, saudando-os com o coração e agradecendo ao Altíssimo a graça que lhes proporcionou de viverem alguns momentos essa vida santa, edificante, que se vive na sede desta exemplar Congregação. Salve congregados marianos de Santos".
Em 1931, do sr. José Domingos Ruiz: "Visitando esta Congregação Mariana, não posso deixar de consignar nestas breves linhas a ótima impressão que me causaram suas instalações, em que a maior parte é devotada à grande causa nacional: a educação pública. Como presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito de São Paulo, formulo os mais sinceros votos de prosperidade à brilhante Congregação Mariana de Santos. Deus a guarde".
 

Classe do primeiro ano em 1971, com a professora Dulcelina maria Ablas Dias Correa





 
 
Muitos saíram daqui e foram brilhar lá fora
 
Entre o meio milhar de congregados que passaram pela Congregação Mariana da Anunciação, foram muito raros os que não foram também professores da Escola Noturna Santo Inácio. Era quase uma condição "sine qua non" para ser admitido no sodalício, pois durante o noviciado, em que o rapaz era preparado para a consagração de sua vida à Maria Santíssima, era indispensável o seu apostolado no ensino das matérias constantes do currículo ou da aula de catecismo, como também no preparo para a primeira comunhão.
Muitos desses ex-professores tornaram-se, mais tarde, pessoas de posição destacada nos diversos cenários da vida. Na política, por exemplo, destacamos como vereadores em Santos, Lúcio da Silva Graça, Aristóteles Ferreira, que foi presidente da Câmara Municipal, e Fernando Dias Oliva, também por duas vezes presidente, sendo que numa delas chegou a ocupar interinamente o cargo de prefeito municipal.
Na vida religiosa, pode-se destacar o padre Edmundo Delgado e os irmãos leigos Luiz Machado Neto e Paschoal Maradei, da Companhia de Jesus. No laicato, como justo prêmio às suas sempre prontas colaborações às causas da diocese e exemplos como profissionais e chefes de família, foram agraciados pela Santa Sé com o título de "comendador" o fundador da Escola, Vicente Severiano Morel, e os já saudosos Antonio Ablas Filho e Ennio Emmerich de Souza.
No magistério, entre outros, pode-se lembrar o nome do sr. Carlos Pacheco Cirilo, reitor da Faculdade Católica de Direito de Santos; Ubi Bava, catedrático da Escola Nacional de Belas Artes; e Francisco Gago Lourenço Filho (N.E.: engenheiro agrônomo, professor e presidente do Conselho Administrativo do Programa Especial de Bolsas de Estudo - PEBE - do Ministério do Trabalho e Previdência Social, em 1969. Sua biografia foi incluída na publicação do jubileu de ouro da Escola Santo Inácio). [...]
 

O dr. Eros Santos Chaves paraninfou a turma de 1960. 
Era diretor Antonio F. Ribeiro Jr. e vice, Walter Byron R. Santos



Estes fizeram os 50 anos da escola
 
Em seus cinqüenta anos de ininterruptas atividades, a Escola Noturna Santo Ignácio foi sempre muito feliz no que diz respeito aos homens que presidiram as várias diretorias ou que a dirigiram. Por ali passaram pessoas de grande capacidade, atuantes e de inegável espírito empreendedor. Abaixo, numa espécie de homenagem a todos eles, damos a relação completa dos presidentes das diretorias e diretores:
 
Os presidentes
José Teixeira Coelho, em 1944, 46, 51, 57, 58 e 61; comendador Vicente Severiano Morel, em 1921, 34, 36 e 39; Milton Evangelista de Almeida, em 1929, 35 e 66; Marino Leite, em 1937, 49 e 50; comendador Ennio Emmerich de Souza, em 1941, 42 e 45; Nelson Fonseca Pereira, em 1952, 53 e 59; Lino Vieira, em 1923; Synésio de Andrade Fernandes, em 1926 e 43; Joaquim Sérvulo da Cunha, em 1928 e 30; Hely de Aguiar Botto Filho, em 1933 e 40; comendador dr. Antonio Ablas Filho, em 1955 e 56; dr. Eros dos Santos Chaves, em 1963 e 65; Vicente Greco, em 1922; dr. Paulo Dutra da Silva, em 1924; dr. Fábio de Aguiar Goulart, em 1925; Rodolpho Eduardo Fonseca, em 1927; Alaor de Souza Ablas, em 1931; reverendíssimo Irmão Pascoal Maradei S. J., em 1932; dr. Carlos Pacheco Cyrillo, em 1938; dr. Manoel Garcia Vilarinho, em 1947; Danton Evangelista de Almeida, em 1948; Angelo Pierre Sobrinho, em 1954; Italo Morgado Sartini, em 1959; Rubens de Moraes Pinto, em 1960; dr. Affonso Bernardo Fernandes Vitali, em 1962; dr. Roberto Machado de Almeida, em 1964; dr. Oscar Novoa, em 1967; Marcelo Emmerich de Souza, em 1968; José Alves Filho, em 1969; Nilo Nóvoa, em 1970; e Augêncio Miranda, o atual presidente da diretoria (N.E.: em 1971).

Os diretores
Reverendíssimo padre José Visconti S.J., seu fundador, já falecido, nos períodos de 1921 a 24 e de 1930 a 34; revmo. padre Angelo Contessoto S.J., já falecido, nos períodos de 1924 a 28 e de 1934 a 40; revmo. padre Carlos Doppler S.J., já falecido, de 1928 a 30; revmo. padre Francisco de Assis Rocha S.J., de 1940 a 42; revmo. padre Valentim Rozman S. J., de 1942 a 45; revmo. padre Waldomiro Alvarenga S. J. de 1945 a 53; revmo. padre Lauro Trajano Lopes, de 1959 a 60; revmo. padre José Achótegui S.J., de 1960 a 62; revmo. padre João da Silva Passos S.J., de 1962 a 71; revmo. padre Milton Paulo de Lacerda, seu atual diretor, desde fevereiro do corrente ano DE 1971.
 





Em 31 de julho de 1959, o prédio escola fo inaugurado pelo então prefeito municipal Sílvio Fernandes Lopes e abençoado pelo bispo diocesano D. Idílio José Soares 

A construção do prédio, a atualidade da escola
 
Depois do Jubileu de Prata, inegavelmente o acontecimento de maior importância na vida da Escola Noturna Santo Inácio, em seus últimos 25 anos, foi a construção do prédio novo. No dia 12 de março de 1957, na festa comemorativa do 41º aniversário da Congregação Mariana da Anunciação, foi feito o lançamento da pedra fundamental. Pouco mais de dois anos depois, no dia 31 de julho de 1959, o novo prédio era inaugurado pelo então prefeito municipal Sílvio Fernandes Lopes e abençoado por D. Idílio José Soares, bispo diocesano.
Para que tudo fosse concretizado, porém, foi necessário o trabalho árduo dos congregados que, nos três anos em que a Prefeitura promoveu os festejos juninos na praia do Gonzaga, lá estiveram com suas barraquinhas, conseguindo um bom reforço nas verbas para pagamento das despesas assumidas. Além disso, chegaram também os donativos de particulares e, mais uma vez, o comércio santista compreendeu o alcance da obra, colaborando eficazmente para a conclusão das novas instalações da Escola. Houve, ainda, através do trabalho desenvolvido pelo congregado Fernando Dias Oliva, uma subvenção extraordinária concedida pela Prefeitura Municipal.
Dessa época para cá, com o ânimo renovado pelo êxito obtido, os congregados da Anunciação puderam fazer com que a Escola Noturna Santo Inácio fosse sempre se atualizando e se transformasse na feliz realidade que hoje é.
 

Vicente Grecco, Vicente Severiano Morel e Milton evangelista de Almeida, os mais antigos congregados, cortam o bolo do cinqüentenário

 

Atualidade
Agora, a Escola dedica-se exclusivamente à alfabetização de adultos, ao contrário de antigamente, quando trabalhava para dar instrução primária aos filhos de trabalhadores que não podiam arcar com as despesas. Assim, são mantidas em perfeito funcionamento as quatro classes do primário, em cujos bancos sentam-se homens das mais variadas profissões e idades. Lado a lado estão homens maduros, como sr. José Francisco de Lima, 51 anos, portuário, que cursa o 3º ano, e outros ainda bem jovens, que na época oportuna não tiveram condições ou não quiseram estudar.
Ao início deste ano, matricularam-se nada menos que 250 alunos, número que baixou para 150, devido aos mais diferentes motivos: cancelamento de matrícula, abandono, mudança de cidade e apenas dois casos de expulsões por indisciplina. O primeiro ano, a classe mais numerosa, tem 43 alunos, e como professora dona Dulcelina Maria Ablas Dias Correa, que substituiu dona Heloisa Simões Novoa, em junho do corrente ano. O segundo ano tem 32 alunos e suas professoras são Esther Tyoko Tsugumi e Jacinta Branco dos Anjos. João Vinciguerra é o professor do 3º ano, uma classe com 38 alunos, enquanto que Laine Yang é a professora dos 37 alunos do 4º ano. Dessas professoras, três delas são remuneradas pelo Estado. As aulas de religião são ministradas pelos congregados Milton Evangelista de Almeida, José Teixeira Coelho, José Nascimento dos Santos, Abílio Marques e José Carlos Libânio.
A Escola encarrega-se também de prestar assistência médica-jurídica-dentária aos alunos, através dos doutores Ozias Francisco de Oliveira, Osmar Novoa e Eros dos Santos Chaves, todos congregados da Anunciação. A assistência espiritual está a cargo dos padres Milton Lacerda e Cardoso.
A Escola funciona de segunda a sexta-feira com aulas no período de 19,30 às 21,30 horas. Antigamente, quando ainda existia o Santuário do Coração de Jesus, os alunos assistiam ali a missa dominical e depois iam para a sede da Escola responder à chamada e tomar o café da manhã. Agora estão dispensados disso, mas muitos deles ainda comparecem à missa dos primeiros sábados de cada mês, que é rezada na capela da Congregação.
 

Mesa diretora da solenidade dos 50 anos, incluindo o vereador Fernando Dias Oliva, o cel. Chaves do Amarante (representando o interventor federal em Santos), o deputado Athié Jorge Coury, José Teixeira Coelho (presidente do ENSI) e Antonio Fernandes Ribeiro Júnior (diretor do ENSI)
 

A maioria dos alunos da Escola exerce profissões de serventes de pedreiros, pintores, cozinheiros, copa de bares e portuários. Além da instrução propriamente dita, há a preocupação de ministrar-se também uma educação cívica, religiosa e moral, podendo-se citar aqui um fato curioso acontecido há alguns anos atrás. Um dos alunos matriculados era casado apenas no civil e seu casamento no religioso foi feito pelos congregados, sendo que o atual diretor da Escola, prof. Antonio Fernandes Ribeiro Júnior, foi um dos padrinhos do casal.
Anexo à Escola existe a Congregação Mariana de Nossa Senhora do Bom Conselho e Santo Ináico de Loiola, onde os alunos encontram o prosseguimento da assistência espiritual que lhes é ministrada, além de muita atividade esportiva e recreativa. Ali eles se reúnem aos sábados e divertem-se jogando futebol de salão, ping-pong, ou entretendo-se em outros jogos. Recentemente, durante a Semana da Pátria, a seleção de futebol da Escola disputou uma partida contra a Juventude da Catedral e venceu por 8 a 3, ganhando medalhas e o trofeu "Padre Cardoso". Além disso, todos os anos são promovidos excursões e pic-nics, sendo que no último dia 24 de outubro foi feita uma visita ao Jardim Zoológico, em São Paulo.
Dentre as atividades cívicas, ressalte-se que todas as datas nacionais são festivamente comemoradas, inclusive com trabalhos feitos pelos alunos, com os melhores ganhando medalhas. No ano passado, na comemoração do 49º aniversário da Escola, foi organizada uma exposição de artesanato. A mostra foi idealizada também para homenagear o professor Milton Evangelista de Almeida, que comemorou seus 50 anos como congregado da Anunciação. Entre os trabalhos apresentados destacavam-se um mapa do Brasil de palitos de fósforos e uma corrente de madeira sem emendas. 
 
Barraca junina ajudou no pagamento das dívidas assumidas na construção do prédio novo, nos anos 1957, 1958 e 1959
 




 

Sesi colabora - Outro ponto de destaque na vida da Escola é a colaboração que, através dos anos, o Sesi vem emprestando, fazendo com que os anos passados nos bancos da Santo Inácio possam ser ainda mais benéficos aos alunos. São os casos de alguns cursos promovidos por essa instituição, como o de Relações Humanas, realizado anualmente, bem como o de Moral e Cívica. Outro curso muito importante promovido pelo Sesi é o de prevenção de acidentes - que, como os demais, fornece certificados de freqüência e diplomas aos alunos que o assistiram.
Importante também realçar que foi o Sesi o doador do galpão situado ao fundo dos prédios da Escola e da Congregação Mariana da Anunciação. Nesse local são realizadas as solenidades cívidas e religiosas, reuniões sociais, e é nele que está situada a quadra de basquetebol e futebol de salão.
Diretoria - Atualmente (N.E.: em 1971) a diretoria da Escola está entregue ao professor Antonio Fernandes Ribeiro Junior, sendo seu presidente o sr. José Teixeira Coelho. O secretário é o sr. José dos Santos. 
 

Capa frontal da revista comemorativa do jubileu de ouro da escola, publicada em 11/1971





 
 

Neste discurso as saudades e evocações de um congregado  
Discurso proferido pelo congregado Fernando Dias Oliva, ex-professor e ex-diretor durante vários anos da Escola Noturna Santo Inácio, à abertura das comemorações do Jubileu de Ouro da escola, no dia de seu patrono, Santo Inácio de Loiola, fundador da Companhia de Jesus, que nesses cinqüenta anos assistiu espiritualmente os seus alunos, por meio de seus sacerdotes, no dia 31 de julho do presente ano (de1971):
"Reunem-se hoje para comemoração do dia de Santo Inácio, a Congregação Mariana da Anunciação e São Luiz Gonzaga, a Escola Noturna Santo Inácio e a Congregação Mariana de Nossa Senhora do Bom Conselho e Santo Inácio. Nasceram, cresceram e significam tanto em nossas vidas, graças à orientação que lhe imprimiram, desde a fundação, os reverendíssimos padres jesuítas. Sem essa orientação segura, jamais teriam prosperado tanto como prosperaram, nos campos espiritual e material.
Concebeu-as, fundando inicialmente a Congregação Mariana de Santos, a 12 de março de 1916, o saudoso padre José Visconti, o qual reuniu para isso um grupo de jovens nascidos ou radicados em Santos que, pelo exemplar comportamento recomendavam-se como integrantes do Exército Mariano. E assim, naquela data, sob a orientação do Padre Visconti, os jovens Joaquim de Campos Sena Neto, Joaquim de Almeida Miranda, João Clímaco Silveira, Nelson José Miranda Aguiar, Salvador Lapetina, Salvador Vasconcelos, Sílvio Almeida Miranda, Luís Duarte Ventura, Carlos Marteau, Henrique Moura Silva, Naylor da Silva, Júlio Cezar Toledo Murat e Vicente Severiano Morel, fundavam a primeira Congregação Mariana de Santos.
Enriquecida por novos elementos que, atraídos pelo exemplo dos fundadores, se integraram à entidade, a Congregação passou ao trabalho de apostolado, visitando enfermos e presidiários, ensinando o catecismo, atuando efetivamente em cada meio-ambiente onde se encontrasse um de seus membros, até que o Padre Visconti a julgou em condições de uma responsabilidade maior, fundando a 15 de novembro de 1921 a Escola Noturna Santo Inácio, destinada a oferecer instrução primária a filhos de operários que, impossibilitados de estudar durante o dia, por trabalharem para ajudar na manutenção dos seus lares, tinham de fazê-lo à noite. Ao mesmo tempo, através das aulas de religião, a Escola os orientava no sentido de que fossem futuros homens capazes de defender os princípios aqui hauridos.
E, pelos bancos da Escola Noturna Santo Inácio, passaram muitos jovens que hoje ocupam posição de destaque nos mais variados setores de atividades em Santos. Eram homens instruídos e bem formados que daqui partiam, sem uma oportunidade de se reunirem novamente. Havia necessidade de se fundar uma organização que possibilitasse contatos permanentes, após os quatro anos de convivência na Escola. E nada melhor que uma Congregação. Daí surgiu a idéia da fundação da Congregação Mariana de Nossa Senhora do Bom Conselho e Santo Inácio de Loiola, reunindo os ex-alunos.
A Congregação Mariana de Operários é outro fruto do trabalho persistente dos Congregados da Anunciação que denota a preocupação permanente de ampliar as fileiras marianas.
A última grande realização da Congregação foi a fundação da Paróquia de Santa Margarida, na zona Noroeste da Cidade, bairro novo, com grande densidade populacional e inteiramente desprovido de um templo católico, onde se multiplicam centros espíritas. Trabalho extraordinário ao qual deu o maior de seus esforços, de sua inquebrantável força de vontade e de inexcedível espírito cristão, um homem cujo nome todos nós pronunciamos com o mais profundo respeito e com a mais enternecida saudade, pelo muito que fez por esta Casa e pela Igreja, como católico e como chefe de família, a par de admirável simpatia com que a todos contagiava: Emerich de Souza.
E, nesta hora de evocações, quando nossos corações se estreitam num profundo sentimento de saudade, e só os exemplos deixados pelos que se foram servem como bálsamo para esta saudade, recordemos alguns dos nossos que não mais se encontram entre nós e que marcaram de forma inconfundível suas passagens por esta Casa: Lino Vieira, Fábio Goulart, Marino Leite, Antonio Ablas Filho e Ângelo Pierri Sobrinho - todos, como Ennio Emerich de Souza, ex-presidentes, além de muitos outros.
De Lino Vieira, contam-nos seus contemporâneos, o amor à causa mariana e a dedicação aos atos espirituais da Congregação; Fábio Goulart, o católico que ultrapassou as fronteiras da congregação para projetar-se num trabalho piedoso da causa da Igreja, chegando inclusive à presidência da Confederação das Famílias Cristãs em São Paulo; Marino Leite, o eterno apaixonado pela Congregação, que muitas vezes chorou aqui ao relembrar os grandes dias de nossa entidade, procurava tudo prever e prover; Antonio Ablas Filho, o místico, provou na presidência o quanto um místico pode, ao mesmo tempo, ser místico e homem de ação; Ângelo Pierri Sobrinho, o nosso querido Formiguinha, cujo acendrado amor à causa mariana o levava muitas vezes a servi-la pelo modo que entendia os melhores; lembro-me que durante o Ano Santo foi feita uma encomenda de uma bandeira às freiras do "Stella Maris", como parte das comemorações que então se realizavam. Durante uma reunião do Conselho, Ângelo Pierri Sobrinho, como presidente, dirigiu-se ao nosso diretor espiritual, num apelo dramático, afirmando: "Padre Alvarenga, a confecção da bandeira está demorando muito. O senhor precisa apertar as freitas do Stella Maris".
E nossos diretores espirituais? Ao Padre Visconti sucederam os reverendíssimos padres Doppler, Dante Cantessoto, Rocha, Armelin, Rozman, Alvarenga, João Tracta, Lopes, Archotegui, Passos, cada um com as características próprias de cada temperamento humano, mas todos eles incansáveis no trabalho e insuperáveis no amor aos nossos, presentes a todos os nossos movimentos espirituais e materiais, cuidando das entidades como bons chefes de família cuidam de seus entes queridos.
Contamos em nossas vidas com a figura moça do padre Lacerda, herdeiro de excelsas virtudes dos seus pais, os quais o encaminharam, através de excelente formação, à Companhia de Jesus. Nele homenageamos todos os nossos ex-diretores.
E como esta festa é de evocação e recordação, destinada a preparar a grande festa do cinqüentenário da nossa Escola, que ocorre neste ano, resolvi escolher um de nossos ex-diretores para, relembrando fatos ligados a ele, relembrar a todos. Falo do padre Waldomiro Alvarenga, festa para nossas inteligências, atuação marcante em nossas reuniões semanais de estudo e formação, presente sempre, durante os anos que nos dirigiu, a todas as atividades da Escola, olhando-a como menina dos seus olhos, acompanhando, ministrando aulas de catecismo, preparando jovens para a primeira comunhão, ensinando sempre, mesmo quando nos entretinha com suas famosas palestras todas as noites em nossa sede, ao tempo do velho sofá que chegou a provocar uma assembléia geral para saber-se se seria ou não retirado. 
Foram realmente noites memoráveis e inesquecíveis, as do padre Alvarenga na Congregação. Havia congregados que aqui vinham só para ouvi-lo e quando, por razão muito forte - e isso raramente acontecia - ele não comparecia, havia um desencanto geral.
Conheci poucos homens, em minha vida particular e pública, com a visão, a inteligência, a capacidade de comunicação do padre Alvarenga. E muitas vezes nós lhe fazíamos perguntas cujas respostas denotavam um espírito crítico e uma argúcia impressionantes. Lembro-me que, de certa feita, ouvi um excelente orador sacro e, no dia seguinte, disse ao padre Alvarenga. Ele respondeu-me: "Excelente orador. Mas, não gostei do sermão". Qual a razão? "Faltou unção". Meu semblante demonstrava que não havia entendido a resposta. Ele então, com a suavidade dos homens cultos e a tranqüilidade dos ascetas, explicou-me o significado da resposta. Era assim o nosso querido padre Alvarenga: uma lição a cada frase. Como estaria feliz se hoje pudesse estar entre nós, assistindo aos preparativos da festa da Escola que ele tanto amou e à qual deu tudo de si. Estará nos acompanhando de São Paulo e rezando para que a Escola seja cada vez mais a casa de fé que sempre desejou que fosse." [...] 
Fernando Dias Oliva, lendo seu discurso



Seus diretores
Além do Padre José Visconti, seu fundador, no período de 1916 a 1924 e de 1930 a 1934; os também Jesuítas:
• Padre Ângelo Contessotto, nos períodos de 1924 a 1928 e de 1934 a 1940;
• Padre José Danti, em 1928;
• Padre Carlos Doppler, no período de 1928 a 1930;
• Padre Francisco de Assis Rocha, no período de 1940 a 1942;
• Padre Valentim Rozman, no período de 1942 a 1945;
• Padre Santo Armelin, em 1945;
• Padre Waldomiro Alvarenga, no período de 1945 a 1953;
• Padre João Trachta, no período de 1953 a 1959;
• Padre Lauro Trajano Lopes, no período 1959/1960;
• Padre José Achótegui, no período de 1960 a 1962;
• Padre João da Silva Passos, no período de 1962 a 1971 e 1974 a 1978;
• Padre Milton Paulo de Lacerda, no período de 1972 / 1973 e
• Padre Paulo José de Souza, no período de 1978 a 1982,
sucedendo-lhes, após a entrega da paróquia à Diocese de Santos pelos Jesuítas, em 1981/82, os sacerdotes diocesanos
• Monsenhor Primo Vieira, de saudosa memória, no período de 1982 a 1994 e
• Padre Antonio Alberto Finotti, desde 1994, em cuja administração, homenageando seu antecessor, foi dado o nome de Centro Comunitário MONSENHOR PRIMO VIEIRA, ao complexo sócio-esportivo coberto, construído no fundo do terreno da paróquia.


Presidiram a Diretoria nesses 86 anos de existência
• Joaquim de Almeida Miranda, em 1916, 1917 e 1919;
• Lino Vieira, em 1920 e 1923;
• Vicente Severiano Morel em 1921, 1934, 1936 e 1939;
• Joaquim de Campos Serra Netto, em 1918;
• Vicente Greco, em 1922;
• Paulo Dutra da Silva, em 1924;
• Fábio Aguiar Goulart, em 1925;
• Synésio de Andrade Fernandes, em 1926 e 1943;
• Rodolpho Eduardo Fonseca, em 1927;
• Joaquim Sérvulo da Cunha, em 1928 e 1930;
• Milton Evangelista de Almeida, em 1929, 1935, 1936 e 1990/92;
• Alaor de Souza Ablas, em 1931;
• Paschoal Maradei, SJ, em 1932;
• Hely de Aguiar Botto Filho, em 1933 e 1940;
• Marino Leite, em 1937, 1949 e 1950;
• Carlos Pacheco Cyrillo, em 1938;
• Ennio Emmerich de Souza, em 1941, 1942 e 1945;
• José Teixeira Coelho, em 1944, 1946, 1951, 1957, 1958 e 1961;
• Manoel Garcia Vilarinho, em 1947;
• Danton Evangelista de Almeida, em 1948;
• Nelson Fonseca Pereira, em 1952, 1953 e 1959;
• Ângelo Pierri Sobrinho, em 1954;
• Antonio Ablas Filho, em 1955 e 1956;
• Ítalo Morgado Sartini, em 1959;
• Rubens de Moraes Pinto, em 1960, 1975, 1976, 1982, 1983, 1984 e 1997/99;
• Affonso Bernardo Fernandes Vitali, em 1962;
• Eros dos Santos Chaves, em 1963, 1965, 1973, 1977, 1986/88,1988/90 e 1999/01;
• Roberto Machado de Almeida, em 1964;
• Osmar Novoa, em 1967, 1978, 1979 e 1984/86;
• Marcelo Emmerich de Souza, em 1968;
• José Alves Filho em 1969;
• Nilo Novoa, em 1970;
• Augêncio Miranda, em 1971, 1980, 1981 e 1994/96;
• Aluysio Machado de Almeida, em 1972;
• Francisco Augusto Correia Sobrinho, em 1974;
• Antonio de Almeida Neves em 1992/94 (faleceu no exercício do mandato, completado por Augêncio •Miranda);
• Antonio Fernandes Ribeiro Júnior em 2002/03 e 2003/05.


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O Jornal A Alvorada

A Congregação Mariana de Santos é das unidades mais atuantes, operosas, dignas e meritórias da grande família católica de Santos. No dia 1º de outubro de 1934 distribuiu o jornal A Alvorada, órgão quinzenal da Congregação Mariana, de que era diretor Júlio César de Toledo Murat, tesoureiro Mílton Evangelista de Almeida e secretário Aristóteles Ferreira.
Do artigo de apresentação permitimo-nos transcrever estes trechos: "Entramos na área como porta-voz e com a bênção do nosso mui amado chefe d. José Maria Parreira Lara como homenagem humilde ao 10º aniversário da sua trasladação para esta diocese, à qual s. exa. dedicou os dois primeiros lustros do Episcopado ativo, frutuoso e santo, à imitação do Divino Mestre, que não conhecia acepção de pessoas.
"Entramos na área como porta-voz das Congregações da Diocese, trabalhando de fato por Deus e pela Pátria, em que pesem os inimigos de um e outro. Como moços da terra de Braz Cubas, entramos na área de viseira aberta, com a coragem dos jovens que perderam o medo no batismo de fogo e sangue das trincheiras ao toque argentino d'Alvorada. Formemos veribus uniti, para mostrar a gregos e troianos que as congregações marianas são mais do que outros julgam e trabalham mais do que o vulgo sabe".
Naquela oportunidade, o padre Ângelo Contessa S. J. era superior do Sagrado Coração de Jesus e 1º diretor da Federação das Congregações Marianas da Diocese. Nesse número inicial de Alvorada, trabalhos doutrinários, elogiável fotografia de Nossa Senhora do Rosário, curiosidades e seção recreativa.


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ARTIGO
ATUAÇÃO NA HISTÓRIA
Rubens de Moraes


Sem o objetivo de personificar em detrimento de tantos outros congregados que anonimamente trabalharam nesses 87 anos com os mesmos méritos, é justo por à mostra nossa atuação em diversos setores por alguns de nossos congregados:


- no teatro
com seus membros em conjunto com os de outras associações, promovendo e participando de peças no salão anexo ao antigo Santuário;


- no esporte
aplicando-se o lema tão conhecido de “mente sã corpo são”, sempre mereceu apoio, em diversos setores, desde o “ping-pong”, hoje conhecido como tênis de mesa, em tempos passados com destaque, tendo nele pontificado o já citado Irmão Pascoal Maradei, SJ, passando pelo futebol, basquete, atletismo, natação, etc., nos quais vários de nossos congregados se destacaram, evidentemente como amadores, nas diversas agremiações esportivas da cidade, até o voleibol, em que a Congregação pontificou como primeira campeã santista na modalidade, por ocasião dos festejos comemorativos do centenário da elevação da Vila de Santos à categoria de cidade, no ano de 1939;


- barraca de praia
criada no ano de 1968, funcionou até cerca de 1997, já nos últimos anos sob a direção de paroquianos, mantendo a prática do voleibol, predominando a freqüência de amigos, pois os congregados já não se sentiam com o vigor indispensável para a su prática;

- na política
destacamos a atuação de José Alexandre de Moura Negrini, como secretário da saúde no governo do estado do Paraná;
foram vereadores eleitos, Lúcio da Silva Graça, Aristóteles Ferreira, que presidiu a Câmara Municipal em uma legislatura, Geraldo Soares Novaes e Fernando Dias de Oliva, que em uma das eleições foi o vereador mais votado, tendo presidido a Câmara Municipal de Santos em duas legislaturas, chegando a ocupar o cargo de prefeito interino, além de vereadores na capital do estado, cidade de São Paulo, Elias Schamas e Arnaldo de Abreu Madeira, este, atualmente, deputado federal pelo estado de São Paulo, em seu terceiro mandato, líder do governo federal na legislatura 1999/2002 e hoje, ocupando Secretaria na Casa Civil do Governo do Estado de São Paulo;
foram secretários municipais em Santos, Nelson Manoel do Rego, da saúde e Carlos Pacheco Cyrillo, da justiça;


- no laicato
como justo prêmio à prestação de serviços às causas da diocese e exemplo como profissionais e chefes de família, a Santa Sé agraciou com o título de “comendador”, os congregados Vicente Severiano Morel, Antonio Ablas Filho e Ennio Emmerich de Souza;


- o Estado
através de sua Secretaria da Educação, deu a duas unidades de ensino secundário e técnico, respectivamente, o nome de Antonio Ablas Filho e o de Aristóteles Ferreira, nossos congregados, a escolas coincidentemente sediadas no bairro Aparecida, da paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em que estamos inseridos;


- Homenageados
com o nome dado em ruas da cidade, nosso fundador, Padre José Visconti, SJ, o congregado Marino Leite e Monsenhor Primo Vieira, nosso primeiro assistente diocesano.


Fiéis aos princípios estabelecidos em suas regras, a Congregação Mariana da Anunciação teve como seu principal apostolado a ESCOLA NOTURNA SANTO INÁCIO, fundada em 15 de novembro de 1921, pelo Padre José Visconti, SJ, cuja finalidade cumprida durante exatos 60 anos, sempre foi o ensino primário completo aos carentes, no seu início, objetivando os pequenos jornaleiros, ampliando-se, no correr dos anos, a adultos, em inúmeros casos já sexagenários, com os exames conclusivos da então quarta série, sob a fiscalização da Delegacia do Ensino Estadual, sendo-lhes então, conferidos os competentes diplomas.

 Muito serviço foi então prestado na erradicação do analfabetismo em nossa cidade, abrangendo a população dos nossos morros e de outros redutos carentes de então, atividade encerrada no ano de 1981, com comunicado na imprensa local, para fins de conhecimento oficial da praça de Santos, com destaque para o comércio cafeeiro, que muito contribuiu para a aquisição do prédio de nossa sede própria e que, entre tantos foram seus colaboradores possibilitando a gratuidade total do curso, TOTAL SIM, porque nenhuma despesa com o estudo tinham os alunos, que além do ensino, cujos professores em regra geral eram os Congregados, a maioria ainda estudantes, recebiam todo o material escolar (livros, cadernos, lápis, borracha, etc.), além de, eventualmente, assistência à saúde, pelos nossos médicos congregados, em nosso modesto ambulatório ou em seus consultórios, além de outros auxílios materiais, que em casos especiais, abrangiam familiares.


Sucessão dos fatos
É justo que fique consignado que as suas atividades foram encerradas em virtude das lacunas quanto à alfabetização em nossa cidade terem sido preenchidas pela criação pelo poder público municipal, de cursos noturnos em quantidades que sanaram as necessidades de então registre-se, também sem nominar, e para nosso orgulho, termos conhecimento de progressos significativos de muitos desses ex-alunos, na vida religiosa, prolongada na Congregação que fundamos entre eles, alguns convivendo em nossas atividades nos dias de hoje, como tlambém, na vida familiar e profissional.


Foram seus diretores de ensino, além do nosso atual presidente congregado Antonio Fernandes Ribeiro Júnior, entre outros, de difícil identificação devido à perda de preciosos documentos inutilizados pelos cupins em duas oportunidades, Enerí Gomide Passos, Manoel Penha, Manoel Oliva, Fernando Dias de Oliva, Jacyr Durante,...


Grande número de seus Congregados ativaram-se como confrades da Sociedade São Vicente de Paulo, nas diversas Conferências, inclusive nas suas presidências, como, também e, sobretudo, na da Sociedade a nível diocesano, durante vários anos - mais de 25 -, presidida pelo congregado comendador Vicente Severiano Morel.


Fachada do antigo Santuário do Coração de Jesus
 Além da chamada Congregação de
Operários, também agregada ao
<<< Santuário do Coração de Jesus em que a Congregação teve participação efetiva na sua fundação sob a direção dos Padres Jesuítas, que cessou suas atividades logo após a explosão do gasômetro (**), teve a Congregação participação efetiva na organização e fundação das Congregações Marianas das paróquias da Pompéia e Embaré, esta dos Frades Franciscanos Capuchinhos, da igreja de São Benedito, hoje de Santa Cruz, dos Padres Camilianos, com a designação de membros de seus quadros no preparo desses novos sodalícios, como da já citada dos alunos e ex-alunos da nossa Escola Noturna Santo Inácio.



Condenação do Santuário do Sagrado Coração de Jesus, pela explosão do Gasômetro

Funcionaram na Congregação, quando sediada na Rua Sete de Setembro nº 45, onde hoje funciona a Casa João Paulo II, obra de assistência Social da nossa Catedral, dirigida pelas irmãs Canossianas, a Federação das CCMM de Santos, que teve como seus presidentes nossos congregados, Synésio de Andrade Fernandes, Danton Evangelista de Almeida, Ítalo Morgado Sartini, a Confederação das Famílias Cristãs, que teve como presidentes nossos congregados José Ferreira de Pontes e José Teixeira Coelho, a Liga Eleitoral Católica, além de várias Conferências Vicentinas.
Tiveram início de suas atividades em Santos, com suas reuniões preparatórias nas dependências sociais da Congregação, as Equipes de Casais de Nossa Senhora, o Cursilho de Cristandade, as Equipes de Casais com Cristo – ECC.


Também através de seus membros, colaborou a Congregação Mariana da Anunciação, nas campanhas para construção da Igreja da hoje Paróquia do Senhor dos Passos e total participação na doação do terreno e início da construção da Igreja da hoje paróquia de Santa Margarida Maria Alacoque, apóstola da devoção ao Sagrado Coração de Jesus .

 

Construção da nova paróquia, no bairro da Aparecida
Atualmente, a Congregação Mariana da Anunciação sofre as conseqüências do acima mencionado declínio lento e progressivo das Congregações e Congregados, pois em Santos, coincidentemente ou não, isso aconteceu a partir de então (*), agravadas na Diocese, com a supressão da Federação local, ao que se seguiram o encerramento progressivo, das Congregações Marianas paroquiais, restando justamente esta, que até então, ou seja,
Fachada da Paróquia atualmente
<<<até a criação da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em 9 de junho de 1972, data comemorativa da memória do Apóstolo do Brasil, Beato José de Anchieta, SJ, não tinha o caráter paroquial, remanescente até os dias de hoje, graças à proteção de Maria, sob o título de Nossa Senhora da Anunciação.


Após a explosão do gasômetro, já acima referida (**), e a condenação da igreja, por alegado risco por órgãos técnicos, nossas missas mensais compromissais, passaram a ser celebradas na capela da sede social, algumas vezes, por sacerdotes jesuítas vindos de São Paulo, para suprir as necessidades decorrentes dos compromissos dos aqui residentes na sede da Congregação de Operários, com a diocese, na celebração das missas de preceito dominical.


Adquirido o terreno para sediar o novo templo construído com os recursos oriundos da indenização, Padre João da Silva Passos, sugeriu e solicitou nossa adesão e colaboração na efetivação da obra, oportunidade em que nos transferimos para o prédio então existente ao lado da igreja, que alugamos com os recursos oriundos dos alugueis da sede da rua Sete de Setembro, que posteriormente transferimos para a Catedral de Santos, mediante doação/pagamento da metade do valor venal então constante no IPTU, que permitiu nossa efetiva colaboração na construção do Centro Comunitário, não evidentemente no custo total do empreendimento, mas sim, no impedimento de que a obra sofresse interrupção, enquanto no aguardo de recursos provenientes de campanhas ou de auxílios advindos de órgãos de organizações católicas da Alemanha.


Essa colaboração consistiu sempre, em “empréstimos a fundo perdido” nos momentos referidos, transformados, ao final, em donativo, ampliando-se com a construção de mais um andar, que seria a nós destinado, mas que dele abrimos mão, optando pela metade, onde estamos sediados, fatos que constam de modo não formal, mas em simples citações, em atas do Conselho Paroquial, única documentação em que parcialmente os fatos descritos constam, e que mereceram apoio de Monsenhor Primo Vieira e endosso informal de Dom David Picão, atualmente nosso bispo emérito.


A essas citações, em conseqüência ao inevitável vínculo citado (*), somos não mais que 30/35 membros semi-ativos, com as limitações impostas pelo avanço na idade (predominam os acima dos que, com a graça de Deus, já ultrapassaram os 60, 70, 80 e até 90 anos), participamos de modo modesto nas atividades paroquiais: de reuniões semanais e reunião mensal da diretoria, como, já subentendido, em celebrações paroquiais, entre as quais quaresma, semana santa, advento, horas santa, novena em honra do patrono da paróquia, Sagrado Coração de Jesus, etc...


A partir do ano de 1960, durante 10 (dez) anos, quase seguidos (duas ou três alternâncias), participamos de 10 (dez) retiros “fechados” inacianos de três dias, no então noviciado de Itaicí (ainda com a sua construção nos seus primeiros passos no ano de 1960) e ultimamente, até o falecimento do Padre Paulo José de Souza, SJ, após a entrega da paróquia pelos jesuítas, tínhamos a prática anual, de um domingo de espiritualidade em Vila Kostka, Itaicí, sob a orientação desse nosso amigo, mestre e conselheiro, de saudosa memória.


Nos dias de hoje, mas desde o ano de 1968, em que idealizamos a CAMPANHA DA REZA DO TERÇO PELA FAMÍLIA, com o prestígio do Padre Paulo José de Souza, SJ, modesta, mas vitoriosa, através da oferta de Terços e livretos (+ de 63.850), Selos (+ de 403.500) e Adesivos 15.125, volantes 15.000 com mesma figura, mapa do Brasil tendo como contorno o terço e o lema: A CRISTO POR MARIA PELA FAMÍLIA UNIDA, campanha que não só ultrapassou nosso estado, como o exterior, para onde, especificamente África do Sul, remetemos, há alguns anos, atendendo apelo lançado em órgão de divulgação católico, 5.000 terços, selos e adesivos.

Registre-se que essa campanha da reza do TERÇO pela FAMÍLIA, em época passada, sob o comando do Padre Peytton, nos EEUU, então com ampla repercussão, foi introduzida em nossa cidade, pelo nosso diretor, Padre Waldomiro Alvarenga, SJ, no período entre 1948/1953, pelo microfone da PRB4, Rádio Clube de Santos, instalado na capela de nossa séde social, diariamente, às 18 horas, rezava o TERÇO, sempre com um grupo de pessoas, nessa intenção.


Concluindo, vamos nos referir a uma expressão muito carinhosa de nosso então Bispo Diocesano. Em conversa informal, Dom David Picão, hoje Bispo Emérito, há anos passados: “vocês são teimosos”.
Que nossa Mãe Santíssima, nossa padroeira SENHORA da ANUNCIAÇÃO, continue a proteger nossa teimosia, pela fé que LHE devotamos com amor sem limites, e assim, sob o Seu amparo, em pecado mortal não havemos de morrer, pois a Virgem Maria nos há de valer!


SALVE MARIA !





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