A riqueza material da Igreja


Por José Renato Leal


Vez ou outra a Igreja é atacada por causa de seus bens materiais, especialmente aqueles que formam o complexo do Vaticano. Estas críticas são quase sempre parte de um espírito de contestação geral, ou seja, partem de pessoas que também são contra a hierarquia, os sacramentos, os ensinamentos morais da Igreja, a própria necessidade ou até a existência da Igreja. Portanto, um debate proveitoso sobre isto requer uma prévia purificação do ranço anti-clerical ou anti-eclesial. 

1) Antes de discutir o suposto abuso, discutamos o uso. Posta no mundo como sociedade, os organismos eclesiais tem contas a pagar: água, luz, telefone, limpeza, encargos trabalhistas. Além disso, temos as obras de caridade que devem ser feitas. O dinheiro para tanto deve vir do dízimo, das ofertas e outras cobranças. Desde sempre há o princípio de que a manutenção financeira da Igreja deve ser compartilhada com todos os fiéis e é assim até hoje, dado que a Igreja não é uma empresa secular com um produto a oferecer e do qual possa extrair um lucro. Pode-se recusar a prestar auxílio financeiro à Igreja, mas não se pode negar que as instituições eclesiásticas precisam de dinheiro. Afirmar o contrário é desonestidade intelectual ou simplesmente burrice (que os burros me perdoem). 

Primeira constatação: a Igreja, como sociedade visível, como tal a família, o Estado e a empresa pública ou privada, necessita de dinheiro. 

2) Nosso Senhor afirmou que o Reino dos Céus é como um pequeno grão de mostarda que, uma vez plantada, torna-se maior que todas as outras plantas, a ponto dos pássaros do céu se abrigarem nela. Lembro mais uma vez: a Igreja de Nosso Senhor foi fundada (ou passou a existir, como queiram) como uma sociedade. As sociedades nascem e crescem, se desenvolvem. Portanto, é, de novo, burrice pensar que uma Igreja de milhões de membros possa ser materialmente idêntica àquela que existia quando dispunha de alguns milhares ou centenas. Procurem no Antigo Testamento se Deus condenava o esplendor de Israel. Deus condenava (e condena), isto sim, a infidelidade e o uso dos bens materiais como máscara para esconder a degradação espiritual. 

Daí vem a pergunta: mas a Igreja não deveria evitar o uso de coisas que indiquem luxo e ostentação, como o ouro? A Igreja não deveria se ater a elementos minimamente necessários na execução de suas atividades? 

Para responder a esta pergunta, devo lembrar pela terceira e última vez: a Igreja foi posta no mundo como uma sociedade visível. Vamos então partir do “micro” para analisar o “macro”. Analisemos, portanto, a sociedade visível e fundamental, célula mater de todas as sociedades, chamada família. Pegue uma família qualquer, pobre ou rica, qualquer uma. No desenvolvimento histórico das relações e eventos familiares, você constatará o seguinte: eventos, como, por exemplo, a organização de um baile de debutantes, ou uma festa de formatura, ou um aniversário natalício, ou a celebração de bodas de casamento, ou a simples ida a uma fast-food, ou a compra de um eletroeletrônico. Pergunta: porque gastamos tanto com coisas que cumprem um papel que outras coisas menos caras poderiam cumprir? Vejam: nem estou levando em conta a questão da qualidade. Às vezes gastamos mais com determinada coisa em nome de uma melhor qualidade. Mas nem sempre é assim... A verdade é a seguinte: quando desembolsamos uma quantia em dinheiro com algo em prol de um terceiro, sabendo que estritamente poderíamos estar gastando menos atendendo satisfatoriamente a mesma necessidade, estamos na verdade prestando uma homenagem àquele ou àquela a quem servimos. Estamos dizendo a ele ou a ela: você é importante para mim, tanto que merece as coisas mais nobres que o homem pode oferecer. É claro que uma família pobrezinha não poderá oferecer o que objetivamente for mais nobre, mas procurará oferecer o que melhor lhe for possível, e esta bela intenção será a fonte da nobreza que falta ao objeto de que se serve. 

Lembremos a passagem do Evangelho em que uma jovem pecadora derramou caro perfume sobre Nosso Senhor. Judas, o traidor, imediatamente censurou o gesto da jovem, sob o argumento que o valor do perfume poderia ser usado para ajudar os pobres. Uma das principais características de Nosso Senhor é o seu realismo. Nosso Senhor, ao contrário de nós, não tinha a mente viciada de neuras e preconceitos. Nosso Senhor cumpria perfeitamente a passagem do livro do Eclesiástico que diz que para tudo há um tempo. Jesus retrucou a Judas mostrando justamente isso: é fundamental ajudar os pobres, mas “pobres sempre tereis convosco; a Mim, nem sempre tereis”. E aquele não era o momento de ajudar os pobres, era o momento daquela mulher reverenciar a Nosso Senhor. Para tudo há um tempo e um lugar. 

Meus caros amigos e amigas, desde sempre (desde sempre mesmo) os católicos sempre procuraram oferecer a Deus aquilo que de melhor lhes era possível dar. Se a nós, pobres mortais, é lícito receber, se justa, alguma homenagem, QUANTO MAIS DEUS! Infinitamente mais, infinitamente! Não que Deus precise de nossa homenagem, e muito menos se aflija vaidosamente por nossa atenção. Ocorre que Nosso Senhor pediu o seguinte: “Sede perfeitos, como o Pai celeste é perfeito.”. Entre estas perfeições queridas por Nosso Senhor, está a justiça, que é dar a cada um o que é devido, o prêmio aos bons, o castigo aos maus, a honra ao honorável, o desprezo ao desprezível. Entre os seres justamente dignos de honra, ocupa Deus o primeiro lugar. O católico é chamado a reverenciar a Deus na medida de sua capacidade. Assim como os filhos reverenciam seus pais por meio de um apreço interior que se traduz por gestos exteriores, os católicos manifestam seu íntimo amor a Deus por meio das obras de caridade e do zelo e cuidado pelo culto. Este zelo era traduzido no passado (mais do que hoje) na arquitetura, na pintura e na escultura. As obras de caridade nunca deixaram de ser feitas por conta disto. Sendo curto e grosso: gastar dinheiro com o embelezamento dos espaços sagrados e da liturgia era coisa aceita normalmente, dado a nobre finalidade de tal intento. Mas uma vez tenho que recordar o extraordinário bom senso de Nosso Senhor que, mesmo tendo tido uma manjedoura como primeiro berço, quis que sua última ceia fosse realizada numa sala “ampla e mobiliada”. Logicamente, não se descarta que o uso de bens materiais traz consigo o risco de diversos pecados, como o roubo, a cobiça, o orgulho etc. Não se descarta absolutamente, nem mesmo no seio da Igreja, pois ela, mesmo sendo Santa, é constituída por pecadores, o que inclui desde o mais simples fiel até as mais elevadas instâncias hierárquicas. Entretanto, pede a lógica e o bom senso que não atribuamos pecado àquilo que objetivamente é neutro em si. Por exemplo, se uma igreja compra um cálice de ouro para a Santa Missa, este gesto, por si só, constitui pecado? De forma alguma. Ou melhor, tal avaliação requer que se tenha conhecimento de uma série de outros fatores, tais como as disposições subjetivas daqueles que são responsáveis pela compra e a disponibilidade para se realizar tal compra. Ora, aquele que, ainda assim, negar aos pastores da Igreja o direito de adquirir responsavelmente materiais nobres para o culto divino, estará negando a aplicação deste mesmo conceito a todas as outras situações cotidianas, ou seja, esta pessoa estará obrigada a usar o seu dinheiro usando do mesmo critério pelo qual julga a Igreja. Será mesmo sensato adotar tal postura? Um casal, por exemplo, faz questão de entregar um ao outro de anel de ouro como sinal de seu compromisso matrimonial. Isto é prática corriqueira. Deverá ser condenada tal atitude? 

Bom , além de tudo isto, há ainda outras coisas importantes que devem ser compreendidas. A Igreja foi posta no mundo como uma sociedade e praticar as obras de caridade mandadas por Nosso Senhor. Mas atenção, muita atenção. A Igreja não foi posta no mundo para ser uma "Secretaria de Desenvolvimento Social". A Igreja (sim!) colabora para o atenuamento das mazelas do mundo (falarei sobre isto logo a seguir), a Igreja (sim!) deve atender às necessidades materiais dos pobres (na medida de sua capacidade de ação e recursos), mas não é esta a razão de sua existência. E qual a razão de sua existência? Propiciar que todos cheguem ao conhecimento da verdade e salvem suas almas. Ou seja, a missão da Igreja é eminentemente espiritual. E vejam: mesmo as obras de caridade materiais promovidas pela Igreja não deixam de possuir um caráter espiritual, na medida em que esta caridade é realizada por amor a Cristo que se identifica com o necessitado e também com a esperança de que a melhoria das condições de vida possa favorecer a evangelização, dado que o frio, a fome, a sede impõem dificuldades a que a pessoa possa ter alguma preocupação com as coisas espirituais.

O problema da fome e miséria no mundo não é de falta de dinheiro, como ingenuamente se pensa. O problema é de gestão, guardem esta palavra. Bilhões de dólares não significam nada se não há destinação responsável do dinheiro. E na minha opinião, a gestão de recursos só será resolvida pelos próprios países atingidos pela miséria, quando os líderes destes países e seus povos tomarem a resoluta iniciativa de mudar a realidade. Bom, não vou me alongar muito sobre isto, pois não é o tema. 

Diz-se que a Igreja é rica. Muito bem, façamos um simples cálculo matemático: aproximadamente 1 bilhão de pessoas se declaram católicos no mundo. Se cada uma destas pessoas desse US$ 1 por mês a sua paróquia, seriam 1 bilhão de dólares injetados na religião a cada 30 dias, 12 bilhões por ano, 120 bilhões em uma década. Vamos cortar pela metade, considerando que muitos são católicos “da boca pra fora”. Ainda assim, seriam 500 milhões de dólares por ano, Digamos que destes 500 milhões, 10% são destinados à Sé Apostólica. Seriam 50 milhões ao Vaticano. Vamos considerar que este dinheiro é devidamente aplicado numa conta poupança e em algum fundo de renda x ou y. Vamos considerar também as receitas oriundas do turismo e da venda de artigos religiosos etc. Considerando tudo, o fato da Igreja Católica ser grande em número de membros e atividades envolvidas, não é razoável que ela disponha de grandes recursos? 

Segundo ponto: o Vaticano está incluso na Lista dos Patrimônios Mundiais (http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/culture/world-heritage/list-of-world-heritage-in-portuguese/#c154842

O site da Unesco faz a seguinte descrição do processo (sublinhado meu): 


“Critérios de seleção 


Para serem incluídos na Lista do Patrimônio Mundial, os sítios devem satisfazer alguns critérios de seleção. 

Os bens culturais devem: 

i. representar uma obra-prima do gênio criativo humano, ou 


ii. ser a manifestação de um intercâmbio considerável de valores humanos durante um determinado período ou em uma área cultural específica, no desenvolvimento da arquitetura, das artes monumentais, de planejamento urbano ou de paisagismo, ou 

iii. aportar um testemunho único ou excepcional de uma tradição cultural ou de uma civilização ainda viva ou que tenha desaparecido, ou 



iv. ser um exemplo excepcional de um tipo de edifício ou de conjunto arquitetônico ou tecnológico, ou de paisagem que ilustre uma ou várias etapas significativas da história da humanidade, ou
 
 

v. constituir um exemplo excepcional de habitat ou estabelecimento humano tradicional ou do uso da terra, que seja representativo de uma cultura ou de culturas, especialmente as que tenham se tornado vulneráveis por efeitos de mudanças irreversíveis, ou 
 
 

vi. estar associados diretamente ou tangivelmente a acontecimentos ou tradições vivas, com idéias ou crenças, ou com obras artísticas ou literárias de significado universal excepcional (o Comitê considera que este critério não deve justificar a inscrição na Lista, salvo em circunstâncias excepcionais e na aplicação conjunta com outros critérios culturais ou naturais). 

É igualmente importante o critério da autenticidade do sítio e a forma pela qual ele esteja protegido e administrado.” 


O texto acima auxilia no entendimento da questão. O complexo do Vaticano é a memória viva da tradição milenar da Igreja Católica, instituição que contribuiu fundamentalmente na construção da sociedade atual. A decisão da ONU (e olha que não sou fã da ONU) atesta a gravidade com que devemos cuidar de nosso passado em respeito às futuras gerações. O planeta está repleto de monumentos grandiosos feitos de ricos materiais. Mas parece que, na hora da crítica, apenas a Igreja Católica não tem o direito de ter um patrimônio cultural. Não podemos nos esquecer que a Igreja Católica Apostólica Romana tem uma história de “apenas” 20 séculos. Ela não surgiu há 20 anos atrás. Tudo o que diz respeito à Igreja Católica em termos de patrimônio não surgiu num passe de mágica, da noite para o dia. 

Com relação às obras de caridade, seria tarefa interminável listar a dedicação do clero e dos leigos em todo o mundo. A Igreja Católica é, de fato, a maior entidade caritativa do planeta, os número mostram isto: 


“O Conselho Pontifício – Cor Unum – (organismo da Santa Sé encarregado de promover e organizar as instituições de caridade e assistência da Igreja) publicou, no ano de 2010, um guia de organismos da Igreja Católica comprometidos com a ação social e a caridade no mundo, entre os quais 1.100 entidades especializadas, principalmente, em casos de catástrofes ou necessidades urgentes, sem distinção de religião ou credo. Note-se que este levantamento não engloba absolutamente todas as ações católicas em prol da caridade no mundo, mas apenas os principais.

Principais organismos de assistência social e caridade que a Igreja Católica mantinha no mundo, segundo apuração feita em 2010:
Ásia:
1.076 hospitais
3.400 dispensários
330 leprosários
1.685 asilos
3.900 orfanatos
2.960 jardins de infância
África: 
964 hospitais
5.000 dispensários
260 leprosários
650 asilos
800 orfanatos
2.000 jardins de infância
América: 
1.900 hospitais
5.400 dispensários
50 leprosários
3.700 asilos
2.500 orfanatos
4.200 jardins de infância
Oceania: 
170 hospitais
180 dispensários
1 leprosario
360 asilos
60 orfanatos
90 jardins de infância
Europa: 
1.230 hospitais
2.450 dispensários
4 Leprosários
7.970 asilos
2.370 jardins de infância"



Sobre as contribuições dadas pelo Vaticano por meio do Conselho Pontifício Cor Unum: 


"COMUNICADO DO PONTIFÍCIO CONSELHO COR UNUM

Cidade do Vaticano, 15 jul (RV) - Segue, na íntegra, o comunicado do Pontifício Conselho Cor Unum sobre a Reunião do Conselho de administração da fundação Populorum Progressio:
De 19 a 22 de Julho terá lugar no Mosteiro da Transfiguração de Castanhal, perto da cidade de Belém do Pará, no Brasil, a reunião anual do Conselho de Administração da Fundação Populorum progressio confiada, desde a sua fundação em 1992, ao Pontifício Conselho Cor Unum. Como todos os anos, os Prelados que dele fazem parte são chamados a deliberar o financiamento de projetos a favor das comunidades indígenas, mestiças e afro-americanas rurais da América Latina e do Caribe.
Os membros do Conselho são: Sua Em.cia o Card. Robert Sarah, Presidente da Fundação como presidente do Cor Unum; Sua Em.cia o Card. Juan Sandoval Íñiguez, Arcebispo de Guadalajara, México e Presidente do Conselho; Sua Ex.cia Dom Edmundo Luis Flavio Abastoflor Montero, Arcebispo de La Paz, Bolívia; Sua Ex.cia Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo de Belém do Pará, Brasil; Sua Ex.cia Dom Antonio Arregui Yarza, Arcebispo de Guayaquil, Equador, Sua Ex.cia Dom José Luis Astigarraga Lizarralde, Vigário Apostólico de Yurimaguas, Peru; Sua Ex.cia Dom Óscar Urbina Ortega, Arcebispo de Villavicencio, Colômbia; Mons. Segundo Tejado Muñoz, Representante do Pontifício Conselho Cor Unum. A Fundação recebe fundos do Comitê de Apoio Terceiro Mundo, da Conferência Episcopal Italiana. 
O Conselho de Administração da Fundação tradicionalmente celebra a própria reunião anual num país da América Latina para conhecer melhor as suas realidades e para divulgar as atividades da Fundação nas Igrejas particulares. Este ano, trata-se da primeira reunião do Conselho juntamente com o novo Presidente da Fundação, o Cardeal Robert Sarah. O acontecimento realiza-se no Brasil: por conseguinte, a atenção será dedicada sobretudo à situação dos indígenas, numerosos no país, e às camadas de população que vivem em condições de maior pobreza. Além disso, terão particular relevância as indicações pastorais já acolhidas pela Fundação e provenientes do Documento conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, encontro de grande importância eclesial para o «Continente da Esperança», como definiu Paulo VI a América Latina, realizada em Aparecida em 2007.
A 19 de Julho o Conselho analisará a situação sócio-política e eclesial dos vários países latino-americanos, para melhor enquadrar as necessidades às quais os vários projetos financiados pela Fundação estão chamados a responder. Naquele mesmo dia, haverá uma celebração solene na nova Catedral de Castanhal, a convite de Sua Ex.cia Rev.ma Dom Carlo Verzeletti.
De 20 a 21 de Julho serão examinados em pormenor e eventualmente aprovados cada um dos projetos apresentados pelos Bispos dos vários países. A comunidade paroquial de Nossa Senhora das Graças de Ananindeua acolherá o Conselho de Administração para a celebração eucarística, e a 21 de Julho será celebrada uma Missa solene na Basílica-Santuário de Nossa Senhora da Nazaré em Belém, construída em 1852 no lugar onde foi encontrada a imagem de Nossa Senhora da Nazaré pelo mestiço José Placido de Souza. Os Prelados visitarão também a casa de Plácido, construída para hospedar os peregrinos que participam no Círio de Nazaré, uma das maiores procissões católicas do Brasil que será no segundo domingo de Outubro na presença de mais de dois milhões de peregrinos.
Este ano, foram apresentados 216 projetos num valor de US$ 2.980.470 da parte de 19 países. Como de costume, as nações mais «ativas» na apresentação dos projetos foram: Colômbia (50), Brasil (43), Peru (23), Equador (18) e El Salvador (13), aliás, países onde são mais numerosas as populações apoiadas pela Fundação. Seguem-se depois Haiti (12), Guatemala (10), Argentina (8), Bolívia (8), Paraguai (6), Chile (5), Cuba (5), Costa Rica (3), México (3), Venezuela (3), Nicarágua (2), República Dominicana (2) Honduras (1) e Uruguai (1). Espera-se que submetam projetos também aqueles países nos quais vivem comunidades indígenas em situações de marginalização particularmente difícil, nas periferias das grandes metrópoles latino-americanas, assim como em zonas de difícil acesso e lugares onde se chega com mais dificuldade.
Estas iniciativas serviram para responder às necessidades em vários sectores: produção (agricultura e criação de gado, artesanato, micro-empresas); infra-estruturas comunitárias (água potável, latrinas, salões comunitários); educação (formação, equipamento escolar, publicações); saúde (campanhas de prevenção, equipamento médico para consultórios); construção civil (centros educativos e de saúde).
Cidade do Vaticano, 12 de julho de 2011."


Vale lembrar que os dados acima correspondem ao ano de 2011, não informa as contribuições dadas em outros anos. 

Estava vendo comentários na Internet dizendo que o Vaticano contribui sim, mas seria pouco, deveria ser mais; ou dizendo que coisas do tipo “Não dê dinheiro à Igreja, gaste com sua família” etc. Bem, é bastante temerário ficar julgando a generosidade alheia. Eu não tenho conhecimento suficiente para fazer isso. Contento-me em saber que o Santo Padre presta auxílio. Se alguém está pecando por avareza nessa história, Deus há de julgar. Quanto a gastar dinheiro com a família, é coisa excelente. Mas colocar o auxílio à Igreja como coisa incompatível, desprezível, só pode vir de alguém bastante alheio às coisas da Fé e da religião. É absolutamente lógico que os católicos devam contribuir. Do contrário, a Igreja ficará sem recursos.
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